Espera
Passam os dias pesados e pardos, encolhidos em sobretudos cinzentos de costas voltadas para o sol.
De longe resta ao olhar sonhar ventos quentes e águas frescas. Não me apetece esperar mais.
De longe resta ao olhar sonhar ventos quentes e águas frescas. Não me apetece esperar mais.

3 Comments:
Eu espero;
antes: entretenho-me
a riscar palavras
sobre palavras
até não sobrar
nenhuma.
Então depois parto
para onde não me encontre
comigo próprio.
NOTA: Não convém fazer este exercício demasiadas vezes; perde-se o pé.
Gosto da ideia. Gosto mesmo muito da ideia, por acaso... vou pensar melhor na coisa.
Nota à nota: só perde o pé quem o tem de barro. Os outros esvoaçam... acho eu, claro.
Bjs
Há sempre a ilha dos nossos sonhos onde as coisas são espumas que se entranham confortavelmente nos corpos e os deixam para ali... sabes? assim como que entorpecidos num prazer que não acaba mais... estou a delirar, claro, coisa normal... Espuma? Onde raio fui eu buscar espuma? Deslize freudiano?
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